Papa rejeita papel político, após críticas do presidente dos EUA, e exige fim de guerras

«Não tenho medo da administração de Trump. Continuarei a proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho» – Leão XIV

O Papa rejeitou hoje que o seu magistério tenha finalidades político-partidárias e exigiu o fim das guerras, em resposta às acusações proferidas este domingo pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

“Não tenho medo da administração de Trump. Continuarei a proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, aquilo por que a Igreja trabalha. Nós não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspetiva, mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores da paz”, disse Leão XIV, no voo entre Roma e Argel, esta manhã, ao ser questionado por uma repórter norte-americana sobre as declarações do presidente dos EUA.

A conversa com os jornalistas decorreu na viagem para a Argélia, a primeira etapa do périplo africano que decorre até 23 de Abril.

“Não encaro o meu papel como o de um político, não sou um político, não quero entrar num debate com ele [Donald Trump]. Não creio que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada como alguns estão a fazer”, apontou o Papa.

Continuarei a manifestar-me veementemente contra a guerra, procurando promover a paz, fomentando o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções para os problemas. Há demasiadas pessoas a sofrer hoje, demasiados inocentes foram mortos e creio que alguém deve levantar-se e dizer que existe um caminho melhor”.