«Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés,
também vós deveis lavar os pés uns aos outros.».
Jo 13,14
Feliz Páscoa 2026
No nosso mundo abundam violência e morte.
A paixão de Jesus assume rostos e formas sempre novas.
Do meio das nuvens espessas brota o desejo de vida.
E de Jesus Ressuscitado a certeza de uma vida nova.
O túmulo que Madalena procura está vazio.
Surpresa, torna-se ela anunciadora de Vida.
E nós continuamos hoje a ilusão de buscar entre os mortos
Aquele que é o autor da Vida Ontem, Hoje e Sempre.
Cristo venceu a morte. Ressuscitou ao terceiro dia. Aleluia
Acreditas que Jesus está vivo e nos garante igual vitória?
Esperas um mundo novo, a brotar do Pai Criador?
Amas o irmão a ponto de o cuidares, levantando-o da morte?
Faz Páscoa em ti mesmo. E num, gesto de liberdade, passa:
– da injustiça e violência que denuncias à paz comprometida,
– da indiferença para com os que te rodeiam ao cuidado de irmão,
– do olhar voltado para a terra ao olhar de esperança no Céu.
Santas e felizes festas de Páscoa de 2026
P. Abílio Cardoso – Pároco de Alvor
In our world, violence and death abound.
The passion of Jesus takes on ever new faces and forms.
From the midst of the thick clouds springs the desire for life.
And from the Risen Jesus, the certainty of a new life.
The tomb that Mary Magdalene seeks is empty.
Surprised, she becomes a herald of Life.
And we continue today with the illusion of seeking among the dead
The One who is the author of Life Yesterday, Today, and Forever.
Christ conquered death. He rose again on the third day. Alleluia!
– Do you believe that Jesus is alive and guarantees us the same victory?
– Do you await a new world, springing forth from the Creator Father?
– Do you love your brother enough to care for him, raising him from the dead?
Make Easter within yourself. And in a gesture of freedom, you move:
– from the injustice and violence you denounce to a committed peace,
– from indifference towards those around you to brotherly care,
– from a gaze turned towards the earth to a gaze of hope in Heaven.
Semana Santa na Paróquia de Alvor
Domingo De Ramos – 29 de Março
09h30 – Alvor Capela da Misericórdia: – Benção, procissão dos Ramos, seguindo-se Missa na Igreja Matriz.
Quarta-Feira – 1 de Abril
19h00 – Montes de Alvor: Missa .
Quinta-Feira Santa – 2 de Abril
10h00 – Sé de Faro: Missa Crismal
19h00 – Alvor: Missa da Ceia do Senhor, com evocação do rito do lava-pés, seguindo-se Adoração ao Santíssimo Sacramento (em silêncio).
06h00 – Montes de Alvor: Tempo de Oração, seguido de Laudes.
Sexta-Feira Santa – 3 de Abril
10h00 – Alvor: Laudes.
15h00 – Alvor: Solene Liturgia da Paixão do Senhor.
21h00 – Alvor: Procissão do enterro do Senhor.
Sábado Santo – 4 de Abril
10h00 – Alvor: Laudes, com último escrutínio de catecúmeno e bênção dos alimentos da comunidade polaca.
21h30 – Alvor: Vigília Pascal Da Ressurreição Do Senhor.
Domingo Da Páscoa Do Senhor – 5 de Abril
09h30 – Alvor: Procissão da Ressurreição.
10h00 – Alvor: Eucaristia da Páscoa do Senhor.
12h00 – Igreja da Penina: Eucaristia da Páscoa do Senhor.
15h30 – Montes de Alvor: Eucaristia da Páscoa do Senhor.
“Levantai, ó portas os vossos umbrais e entrará o Rei da Glória! “
Uma Semana Santa abençoada para todos.
Quinta-Feira da Ceia do Senhor
2 de Abril, 2026
Sugestão de Cânticos
Entrada:
Toda a nossa glória está na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.(M. Luís)
Salmo:
O cálice de bênção é comunhão do Sangue de Cristo.(M. Luís)
Lava-Pés:
A isto se reduz minha doutrina, não é outro o teor da minha lei: que tenhais, vivendo em todos vós, o Amor com que Eu vos amei.
Ofertório:
Órgão.
Comunhão:
Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando. Vós sereis meus amigos.
Trasladação do Santíssimo:
Celebremos o Mistério.
Desnudação dos altares:
As minhas vestes foram divididas e sobre a minha túnica deitaram sortes. (J. Pedro)
Sexta-Feira da Ceia do Senhor
03-Abril-2026
Sugestão de Cânticos
Salmo:
Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito. (M. Luís)
Adoração da Cruz:
Meu povo, que te fiz Eu? Em que te contristei? Responde-me.
Comunhão:
Lembrai-vos de nós, Senhor, no vosso Reino.
Venerar gostosamente a Divina Escritura
No Concílio Vaticano II, os padres conciliares sublinharam um antigo princípio, colhido na época patrística: «A Igreja venerou sempre as divinas escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo» (DV 21). Será que a Igreja venerou sempre a Palavra de Deus como o fez para com o Pão e o Vinho consagrados na oração eucarística? Admitindo que outrora o tenha feito, atualmente, isso não é óbvio. Sem julgar intenções, mas avaliando pelas atitudes, não parecerá que se presta maior veneração aos dons eucarísticos do que à Palavra de Deus? Transportamos os vasos eucarísticos com grande piedade; ajoelhamos ao abrir e fechar o sacrário e, também, ao passar diante do tabernáculo; abrimos as palmas das mãos como quem recebe algo precioso na comunhão; usamos a custódia, o incenso e abundância de flores, na adoração e no Lausperene; cobrimo-lo com a umbela e o pálio, nas procissões; entre outras formas de devoção, dentro e fora da celebração do mistério eucarístico. Dispomos, inclusive, de ministros extraordinários para o serviço da comunhão na celebração das missas e levar o Pão da vida aos ausentes, idosos e doentes. Pergunto, porém, em relação à Palavra de Deus: Será que a honramos com gestos equiparáveis de reverência? É verdade que, por vezes, também usamos o incenso e os círios, na proclamação do Evangelho. E os ministros que o proclamam, no final, beijam-no. Escutámo-lo de pé. E, embora raramente, além de proclamado, é cantado. Ainda assim, insisto em perguntar: Cuidaremos dos livros que contêm a Palavra de Deus, da sua corporeidade e do seu serviço com aquela reverência que é devotada ao Corpo do Senhor? Será que a escutamos, com o sentido de presença do Senhor, à cadência de cada palavra lida ou proclamada, como em cada partícula do Pão ou gota de Sangue consagrados O reconhecemos, tomamos e veneramos?
Atendendo a certos comentários feitos por Padres da Igreja, constatamos que tal veneração corresponderia a um princípio assumido, cuja verificação prática, por vezes, admitia dificuldades em relação à veneração da Palavra, devida, por exemplo, à falta de cuidado na sua escuta. Isso mesmo depreendemos, por exemplo, do comentário sobre o Salmo 147, tecido por S. Jerónimo: «Lemos as Sagradas Escrituras. Eu penso que o Evangelho é o Corpo de Cristo; penso que as santas Escrituras são o seu ensinamento. E quando Ele fala em “comer a minha carne e beber o meu sangue” (João 6, 53), embora estas palavras se possam entender do Mistério [eucarístico], todavia também a palavra da Escritura, o ensinamento de Deus, é verdadeiramente o corpo de Cristo e o seu sangue. Quando vamos receber o Mistério [eucarístico], se cair uma migalha, sentimo-nos perdidos. E, quando estamos a escutar a Palavra de Deus e nos é derramada nos ouvidos a Palavra de Deus, que é carne de Cristo e seu sangue, se nos distrairmos com outra coisa, não incorremos em grande perigo?»
Sinais de reverência
Enquanto sinais de reverência para com as divinas Escrituras, eles ajudam a reconhecer o seu valor e a sua centralidade na vida da Igreja. Tornam-no mais manifesto. Por exemplo, não faz sentido que, minutos antes da missa, alguém da sacristia vá colocar o Evangeliário sobre o altar, como se fosse mais uma alfaia litúrgica. Podendo fazer-se de outras formas, estou persuadido de que será muito oportuno, pelo menos ao domingo, nas solenidades e nas festas, integrar o Evangeliário na procissão de entrada. No livro que caminha um pouco elevado sobre a cabeça do diácono ou do acólito, a Palavra de Jesus coloca, aqueles que para ele olharem, em ritmo pascal. Ao som do cântico de entrada, ele gera, de antemão, expectativas pelo conteúdo da Palavra que Jesus vai dirigir. Sentimo-nos acompanhados no nosso êxodo e na subida para Jerusalém. Atravessando o corpo da assembleia, sujeito celebrante da ação litúrgica, o livro eleva-se como uma língua de fogo a reacender a memória da aliança entre Deus e o seu povo, na mútua fidelidade. Palavra em movimento, é ela que nos desloca e, curando-nos as paralisias, nos leva a cantar os salmos das nossas subidas à mesa, «quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo» (DV 21). Outra possibilidade, como recordou o pe. Sílvio Couto, tendo por base essa experiência no Sul de Portugal, é a inclusão da Bíblia nas procissões exteriores, pelas estradas e ruas das comunidades.
[Joaquim Félix, padre católico, vice-reitor do Seminário Conciliar de Braga e professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa]
Vigília Pascal e Domingo de Páscoa
4 e 5 de Abril, 2026
Sugestão de Cânticos
Feliz Páscoa 2026
Mensagem da Páscoa do Paroco Pe. Abílio Cardoso
Missa do Lava-pés
2 de Abril, 2025
Igreja Matriz de Alvor
Quinta-feira e Sexta-feira Santas
2 de Abril e 3 de Abril, 2026
Sugestão de Cânticos
Venerar gostosamente a Divina Escritura
«A Igreja venerou sempre as divinas escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo»
Semana Santa na Paróquia de Alvor
Programa da Semana Santa em Alvor
29 de Março a 5 de Abril
Domingo de Ramos em Alvor
“Levantai, ó portas os vossos umbrais e entrará o Rei da Glória!”
Uma Semana Santa abençoada para todos.
Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
29 de Março, 2026
Sugestão de Cânticos
Via Sacra, 2026
27 de Marçol, 21h00
Pelas ruas de Alvor
Início no Adro da Igreja Matriz de Alvor
Missas
Alvor – Montes de Alvor – Penina
Sábado
16h00 – Alvor
17h30 – Montes de Alvor
19h00 – Alvor (em inglês)
Domingo
10h00 – Alvor
12h00 – Penina
Quarta-Feira
19h00 – Montes de Alvor
Quinta-Feira
19h00 – Alvor
Sexta-Feira
19h00 – Alvor
Atendimento para casamentos e batismos
Todas as questões processuais relativas a casamentos e batizados, da paróquia de Alvor, são tratadas presencialmente na SECRETARIA PAROQUIAL, em Alvor, no seguinte horário:
Quintas-feiras entre as 15h30 e as 17h30
Consulte AQUI a página da Liturgia para conhecer as normas para admissão ao batismo.












