Mensagem aos paroquianos de Alvor

Há precisamente uma semana, chegava eu a Alvor, esta terra que Deus pôs no meu caminho para que a conhecesse, amasse e servisse.

No caminho de Esposende ao Algarve, parei em Fátima: ali, olhando para a imagem da Mãe, confiei-me aos seus cuidados e rezei por todos os paroquianos de Alvor.

O encontro com o senhor Dom Manuel Quintas, na sexta-feira, permitiu-me não só preparar a tomada de posse mas também um diálogo muito proveitoso sobre a missão que ele me confiava como pároco de Alvor. Apreciei o seu zelo pastoral, conheci um pouco das necessidades pastorais desta nossa Diocese e um pouco dos antecedentes da missão que ele me confiava.

No Domingo passado, a celebração da tomada de posse foi um momento único pela beleza dos gestos e rituais e pelo significado que eles permitiram perceber. Às comunidades de Alvor juntaram-se cerca de 80 pessoas que, de Barcelos e Esposende, quiseram participar deste primeiro momento da minha missão pastoral. Se àquelas manifestei o meu profundo agradecimento sobretudo na hora da partida de regresso, às gentes de Alvor é devida especial palavra de agradecimento pelo acolhimento manifestado para com elas. Foi um belo sinal de eclesialidade quando, todos juntos, com o nosso bispo, nos passámos a conhecer à volta da mesa rica preparada no salão da Penina. Imagino quantas canseiras para que nada faltasse.

Eis-me, agora, a «descobrir os cantos à casa». Não só os da casa paroquial, onde habito, mas sobretudo as gentes de Alvor, os cristãos que celebram a fé nos três centros de culto da Paróquia: Alvor, Montes de Alvor e Penina.

Nesta primeira mensagem quero apenas recordar um pouco do que disse no domingo:

Seja-me permitido dizer-vos o que espero de vós, gentes de Alvor:

– A Alegria de pertencer à Paróquia. Destaco as duas palavras: alegria e pertencer;

– Empenho concreto na descoberta do verdadeiro Jesus e da proposta do seu Evangelho, fazendo a síntese entre o conhecer e o viver, entre a razão e a fé;

– Purificação da imagem que temos da Igreja, uma igreja/poder, cada vez mais invadida de mundanismo em detrimento da Igreja que Jesus quis e quer, que, apesar de ser fundada sobre Pedro e os apóstolos e estes não terem merecido a confiança do Mestre, mesmo assim o Mestre confiou-lhes a «Sua» (dele, Jesus) Igreja e prometeu-lhes a sua Presença até ao fim dos tempos.

Por último, afirmo a minha fé nas gentes de Alvor e na sua capacidade de se deixarem transformar pelo Espírito de Jesus Cristo. Convosco quero aprender a ser algarvio no estilo de viver a fé em modo sinodal: todos, juntos, na comunhão, participação e missão.

Vamos a isso?

P. Abílio Cardoso

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